Desbravando Persona 3 Reload: Uma Review
Persona 3 marcou a franquia por mudar muitos aspectos de gameplay e consolidar o spin-off “Persona”, se tornando um “filho” prodígio de sua série-mãe “Shin Megami Tensei”. Ao analisar o remake da Atlus, minha comparação será “Persona 3 Portable”, a versão de PSP do jogo, então é provável que o remake se sobressaia ainda mais pois a sua versão portátil tinha como foco o 3D apenas nas dungeons, e 2D com cursor nas partes de socialização e exploração da cidade.
Quão importante é a vida?
A história de Persona 3 Reload começa mais uma vez com o protagonista sendo um aluno transferido, e que dessa vez se envolve em uma trama misteriosa onde uma grande torre se ergue à “00:00”, e aqueles “sem potencial” ficam em em um transe presos em caixões. Os providos de “potencial” evocam Personas, uma manifestação protetora que possui poderes e aparência segundo a personalidade de seu usuário. O desenrolar da trama passa pelo mistério sobre seres poderosos chamadas “sombras” e a grande Torre Tartarus, para uma história sobre luto, vingança, vida e morte. A narrativa consegue equilibrar bem os momentos felizes e tristes, trazendo uma seriedade reflexiva sobre seus assuntos. Dando destaque também para os trechos onde os diferentes personagens da história se desenvolvem sem a presença do protagonista, algo que se perde muito nos jogos seguintes. Por fim, sem dúvidas, Persona 3 Reload tem a trama mais madura entre seus irmãos mais novos, e pode agradar até mesmo aqueles que se afastam pelos momentos que envolvem mais sobre a trama escolar ou os social links.
A Força dos Laços
Para os novatos na série, os social links são laços formados com diversos personagens na cidade onde seu protagonista mora, é um sistema de diálogo onde suas respostas afetam sua aproximação com tal personagem. As vantagens são que elas afetam a experiência das personas que você funde com seu personagem. Os social links tomarão grande parte das horas que passará no jogo(ainda mais que agora todos os foram dublados), e até mesmo veteranos podem se cansar caso os personagens sejam desinteressantes. E infelizmente, entre 22 personagens, muitos são tediosos e não cativam com suas histórias, como por exemplo um garoto que gosta de mulheres mais velhas e começa a namorar uma professora. No entanto, aqueles que se destacam, completam muito bem a história de vida e morte, dando ênfase em Akinari Kamiki, um rapaz em seu leito de morte procurando significado para sua vida.
Agora falando sobre S.E.E.S, que é sua equipe no jogo: existe uma demora para se estabelecerem realmente como um grupo de amigos e formar uma dinâmica como os outros grupos em Persona 4 e 5, e muito disso é afetado pela não inclusão dos social link dos personagens masculinos do seu time. Reload entende que não poderia excluir os social links das versões anteriores e adiciona eventos onde seus colegas e suas motivações são ainda mais exploradas.
Tartarus, exploração e combate
Antes, a exploração do Tartarus, a grande dungeon que você e seu grupo exploram, podia ser muitas vezes monótona, mas em Reload, muitas melhorias de qualidade de vida são feitas. Correr, novas formas de entrar em combate com vantagem, inimigos raros e Portas “Monad”, que escondem lutas contra inimigos difíceis e grandes recompensas. Os combates se tornaram ainda mais fluídos e diversas formas de vencer o inimigo são disponibilizadas ao jogador. Destaque para a Teurgia, um golpe ou magia de apoio poderosíssima(bonito e estiloso)que pode ser usado ao encher uma barra que se preenche ao fazer certas decisões de combate que se alinham com a personalidade do seu personagem. Existem muitas outras melhorias que poderia citar, mas tornaria este texto demasiadamente grande. Basta dizer que estas melhorias transformam a experiência de Persona 3 Reload num agrado para os fãs de JRPGS, e também novatos no gênero que costumam achar o combate deste gênero lento.
Uma obra de arte e conclusão
Persona 3 Reload traz um grande frescor, se aproveitando das melhorias que a franquia teve ao longo dos anos, e também tem seus próprios méritos. A história madura e pertinente é acompanhada mais uma vez por uma bela direção artística, tanto em design, quanto em trilha sonora, que mais uma vez diverte, empolga e emociona os corações de seus jogadores. Uma experiência com poucas falhas e muitos acertos que ressuscita os JRPGs para uma nova era.
Nota: 10.0 de 10.0 vezes que eu cantei a música junto com o jogo.




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