Desbravando Call of Duty: Black Ops 7 - Uma Review
A mais nova e inesperada entrada na saga Call of Duty: Black Ops 7 chegou às prateleiras e lojas digitais. Como um recém-convertido na franquia de guerras, espionagem e diversão, já posso afirmar a minha decepção com Black Ops 7, mesmo sempre afirmando que qualquer coisa nova da saga seria jogada por mim com gosto.
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A campanha mais chapada de COD
É difícil ver um jogo de milhões de dólares de uma gigantesca franquia conseguir errar em praticamente tudo que se possa ter de bom em uma campanha. Continuando a história de David Mason, protagonista de Black Ops 2, que precisa encarar um novo desafio, enquanto também precisa lidar com os fantasmas do passado. Ninguém é cego, continuar a história da segunda entrada da linha Black Ops é uma tentativa de chamar a atenção e fisgar antigos fãs pela nostalgia. No entanto, morder a isca aqui pode significar uma grande decepção. Black Ops 7 é extremamente genérico e usa dos piores artifícios em uma história para criar e recriar seus cenários de combate: uma espécie de arma biológica que cria alucinações, algo apresentado no jogo anterior de maneira muito mais eficaz e que aqui é usado como estopim para trazer cenários e momentos marcantes de Black Ops 1 e 2.
Tudo parece artificial: os inimigos, os protagonistas e seus traumas, e o pior é seu vilão, que é tão profundo quanto um lago seco, o que é extremamente irônico se lembrarmos que o vilão de Black Ops 2, Menendez, é um dos melhores vilões da franquia. Nem a suposta nostalgia serve de algo, apenas na forma de cenários psicodélicos, que não possuem nenhuma inspiração visual ou mesmo algo que mude as dinâmicas de gameplay e faça o jogador se sentir investido. Uma vergonha de campanha que pode ser melhor aproveitada com os amigos, mas não porque o jogo faz questão de que isso seja importante em visual ou gameplay, mas porque pode tirar boas risadas de você e seu companheiro de tão risível que é.
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| O jogo continua bem bonito visualmente. |
O jogo ainda conta com uma área aberta: Avalon, um local explorável para que os jogadores, no modo cooperativo, explorem em busca de itens, evolução de armas e etc. A ideia, na prática, não é ruim, mas, depois de uma campanha tão decepcionante, é difícil se empolgar para continuar jogando.
Uma desacelerada na loucura
Parece irônico afirmar isso do novo multiplayer de Call of Duty, já que a sua campanha chuta o balde. Mas, apesar disso, o multiplayer dá um gás, mesmo que por pouco tempo, ao jogo. Agora com um pouco mais de cadência e menos pirueta, exceto o fato de pular em paredes, o jogo abre um pouco mais o leque para jogadores antigos e novos adentrarem o competitivo, ainda mais com a retirada do infame matchmaking ‘SBMM', que prioriza muito o desempenho do jogador. Mas não se engane, Black Ops 7 pode ser um pouco mais tático e cadenciado que seu antecessor, ou jogo base, se você considerar isso uma DLC, mas ainda assim exige muito do jogador, e muitas vezes, a sensação de ser apenas um jogador casual vai te destruir.
Os mapas do modo também sofrem, parecendo mais labirintos do que mapas bem pensados; apenas dois se destacam ao meu ver: Homestead, um mapa congelado com uma belíssima aurora de paisagem, com foco em uma casinha no meio do mapa, e Flagship, um pequeno mapa para confrontos mais caóticos. É uma pena que apenas dois se sobresaiam, mas é evidente que a maioria dos mapas são fracos; prova disso é que antigos mapas como Hijacked e Raid voltam e funcionam tão bem como funcionavam no passado. No mais, o multiplayer pode dar uma revigorada na comunidade, mas pode se perder rapidamente, se não receber constantemente novos conteúdos.
O clássico Modo Zumbis
O último, mas não menos importante, modo de Call of Duty: o modo zumbis nunca foi um chamariz para esse que vos escreve. Apesar disso, aqui não tem como errar, já que a companhia de outros jogadores e os desafios fazem por si só o suficiente para engajar nesse modo. Com o combate mais comedido, é necessário um pouco mais de estratégia nas partidas do Modo Zumbis. O modo continua sendo um bom passatempo, mesmo que o jogo em si não agrade muitas pessoas. Além disso, para aqueles que gostam do gênero terror, Black Ops 7 faz até que bem em assustar com os mapas introduzidos.
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Para onde vamos?
Call of Duty: Black Ops 7 parece representar um desespero de uma franquia que já viu dias melhores. Não é impossível se divertir com o jogo, mas para alguém que prioriza a campanha, o jogo erra muito feio. Ainda existem esperanças, pois aparentemente o multiplayer foi visto bem pela comunidade, o que significa que talvez a Activision ainda possa escutar as reclamações e voltar aos seus tempos dourados de outrora.
Nota: 5,5 de 10 vezes que um chefão do jogo parecia uma grande piada.
Escrito pelo andarilho Gabriel Santos.
Um agradecimento à Activision e à TheoGames pelo fornecimento da chave para review.






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